Um grupo de investigadores descobriu que as pessoas que participam regularmente em atividades culturais e artísticas, como visitar museus, ler, ouvir música ou ir a exposições, parecem envelhecer mais lentamente ao nível biológico.
Para chegar a esta conclusão, os cientistas analisaram dados de 3556 adultos no Reino Unido.
Além de responderem a perguntas sobre os seus hábitos culturais, os participantes fizeram análises ao sangue que permitiram observar alterações químicas nos genes associadas ao envelhecimento.
Atenção! Não é parecer mais novo por fora
O que os investigadores estudaram foi a chamada idade biológica, uma forma de perceber como o corpo está realmente a envelhecer por dentro.
Os resultados mostraram que quem participava em atividades artísticas pelo menos uma vez por semana apresentava sinais de envelhecimento cerca de 4% mais lentos do que quem quase nunca tinha estes hábitos.
Em alguns testes, estas pessoas tinham indicadores biológicos semelhantes aos observados em quem pratica exercício físico regularmente.
Uma das explicações é que estas experiências juntam vários “ingredientes” importantes para o cérebro e para o corpo:
estimulam o pensamento, despertam emoções, podem envolver movimento e também momentos de convívio.
Os cientistas lembram que isto não significa trocar o desporto por uma ida ao museu. O estudo mostra apenas que parece haver esta ligação. Agora, vão ter de investigar mais para perceber exatamente como estas atividades influenciam o envelhecimento.

