Novos estudos mostram que uma parte desta região, a Fenda de Turkana, situada entre o Quénia e a Etiópia, pode estar numa fase mais avançada deste processo do que os cientistas pensavam.
Não estamos a falar de todo o continente africano!
O que poderá acontecer, daqui a milhões de anos, é que uma faixa do leste de África se separe gradualmente do restante continente.
Os investigadores descobriram que, naquela zona, a crosta terrestre tem cerca de 13 quilómetros de espessura. Isso é menos do que se imaginava e pode indicar que as placas tectónicas estão mais separadas do que se pensava.
Mas isso quer dizer o quê?
Imagina uma bolacha que ganha uma pequena fissura. No início quase não se nota. Depois, muito devagar, a abertura aumenta.
Na Terra acontece algo parecido. Debaixo dos nossos pés existem enormes blocos rochosos chamados placas tectónicas. No leste de África, duas dessas placas estão lentamente a afastar-se uma da outra.
Se esse processo continuar durante milhões de anos, a abertura poderá tornar-se cada vez maior. Com o passar do tempo, a água do oceano poderá ocupar esse espaço e formar um novo oceano.
Em geologia, falamos sempre de escalas de tempo muito longas, ou seja, de milhões de anos.
A Terra parece sólida e imóvel. Mas, na verdade, está sempre em movimento, só que tão devagar que nem sempre damos por isso.

