Para conseguir este efeito, os investigadores inspiraram-se em certos fungos que brilham naturalmente. Alteraram geneticamente algumas plantas para que emitam uma luz amarela quando estão saudáveis. Se forem infetadas por um vírus, essa luz passa a verde.
Embora esta mudança não seja visível a olho nu, pode ser detetada por câmaras comuns equipadas para registar este tipo de luz. Desta forma, é possível identificar uma infeção antes de a doença se espalhar.
Os primeiros testes foram realizados numa planta de laboratório muito utilizada pelos cientistas para estudar doenças e desenvolver novas técnicas.
No futuro, os investigadores esperam aplicar esta tecnologia a plantas cultivadas em quintas e estufas.
A ideia é utilizar algumas destas plantas como “sentinelas” em estufas ou campos agrícolas. Se uma delas mudar o sinal luminoso, pode servir de aviso para que os agricultores atuem rapidamente e evitem que um vírus infete muitas outras plantas.
Os investigadores acreditam ainda que este sistema poderá vir a ser usado para detetar não só vírus, mas também algumas doenças provocadas por bactérias ou fungos, ajudando a proteger as colheitas e a produzir alimentos de forma mais segura.

