Nessa noite, os trabalhadores estavam a fazer um teste de segurança num dos reatores (as máquinas que produzem energia). Mas algo correu mal. O reator sobreaqueceu e houve duas explosões que libertaram uma grande quantidade de substâncias radioativas, que são invisíveis, mas muito perigosas para a saúde.
A saída apressada
Na cidade de Pripyat viviam cerca de 50 mil pessoas, muitas delas famílias com crianças. No início, ninguém percebeu bem o que se tinha passado. Só no dia seguinte é que as autoridades mandaram evacuar a cidade.
As pessoas tiveram de sair rapidamente, levando apenas o essencial. Disseram-lhes que voltariam em poucos dias, mas nunca mais regressaram. Casas, escolas, brinquedos e roupas ficaram para trás, como se o tempo tivesse parado.
As consequências para a saúde
O acidente causou mortes logo nos primeiros dias, sobretudo entre bombeiros e trabalhadores que tentaram apagar o incêndio.
A Organização Mundial da Saúde, estima que haja muitos milhares de doenças ao longo do tempo relacionadas com as explosões. Mas é difícil ter números exatos.
Como está o local hoje
Hoje, Pripyat é uma cidade vazia. Os edifícios continuam de pé, mas estão degradados e cobertos pela natureza. Árvores crescem onde antes havia ruas e parques infantis.
À volta da antiga central existe uma “zona de exclusão”, onde viver não é permitido. Ainda há radiação no solo, embora em muitos locais os níveis sejam mais baixos do que antes.
Curiosamente, sem pessoas, a natureza voltou a ocupar o espaço. Animais como veados, lobos e cavalos selvagens vivem hoje na região.
Pode-se visitar?
Sim, é possível visitar Chernobyl com guias especializados e por pouco tempo. Nessas condições, considera-se seguro. Mas viver lá continua a não ser recomendado.


