A Terra tem várias camadas
A camada mais externa, onde vivemos e onde estão construídos os nossos edifícios, é composta por enormes blocos de rocha chamados placas litosféricas. Estas placas movimentam-se de forma lenta e constante, embora não o consigamos ver.
Quando uma placa empurra outra, as rochas acumulam muita pressão, tal como acontece quando apertamos uma borracha com força.
Chega um momento em que as rochas não aguentam mais e partem. Nesse instante, libertam muita energia e é isso que faz o sismo. É como quando esticamos demasiado um elástico e ele rebenta de repente.
Quando a rocha parte e os pedaços se deslocam, forma-se uma linha de quebra na Terra. A essa linha chamamos falha.
O lugar onde o sismo começa, no interior da Terra, tem um nome especial: hipocentro. É o ponto onde a energia é libertada. A partir daí essa energia espalha-se por todos os lados em forma de ondas, como quando atiramos uma pedra à água e vemos círculos a crescer à sua volta.
Estas ondas chamam-se ondas sísmicas e vão fazendo vibrar o solo até chegarem à superfície.
O ponto da superfície que está mesmo por cima do hipocentro chama-se epicentro. Normalmente, é neste lugar que o chão treme mais e onde podem acontecer os maiores estragos.
À medida que as ondas sísmicas se afastam do epicentro, vão perdendo força e o tremor torna-se mais fraco.
Os pequenos abanos de aviso e de repetição
Os sismos costumam vir acompanhados de sismos mais pequenos. Antes do sismo principal podem acontecer pequenos abalos chamados abalos premonitórios.
Depois do sismo maior é comum continuarmos a sentir tremores mais fracos chamados réplicas. É como quando uma bola bate no chão: o primeiro salto é o mais forte, e os seguintes são cada vez mais fracos.
E quando o sismo é no fundo do mar?
Se o sismo acontecer no fundo do mar, pode formar-se uma onda gigante chamada tsunami.
Quando a rocha parte no fundo do oceano, a energia empurra uma grande quantidade de água para cima.
De início, no mar profundo, essa onda pode não parecer muito grande, mas viaja a uma velocidade muito rápida, parecida com a de um avião.
Ao chegar à praia, a onda pode transformar-se numa enorme parede de água que invade a terra e causa destruição. Alguns tsunamis podem ter mais de 20 metros de altura, mais ou menos um prédio de seis ou sete andares.

