A Gronelândia é uma região autónoma da Dinamarca, um país da União Europeia. Isto significa que o povo que lá vive, a maioria Inuit (povo indígena que forma a maioria da população da ilha), tem as suas próprias leis para administrar a região.
A Dinamarca continua responsável por questões como a defesa e a política externa.
Todos falam dela. Porquê?
Nos últimos tempos, a Gronelândia tem sido notícia porque o Presidente dos Estados Unidos da América disse que quer a Gronelândia. Estas declarações causaram preocupação na Dinamarca e entre os líderes da Gronelândia, que deixaram claro que a ilha não está à venda. Donald Trump admitiu usar a força para conseguir ficar com o território.
Há várias razões para todos quererem a Gronelândia
1. Posição geográfica especial
A Gronelândia fica entre grandes potências mundiais, como os Estados Unidos da América (EUA) e a Rússia, e junto de rotas marítimas e de defesa muito importantes, que se tornam ainda mais acessíveis à medida que o gelo derrete com as mudanças climáticas.
2. Importância militar e de segurança
Os Estados Unidos da América já têm uma base militar na Gronelândia (a base de Pituffik) que ajuda a monitorizar o espaço e a proteger a região do Ártico. Ter acesso mais direto ao território pode interessar estrategicamente a potências como os EUA para observar movimentos de outras forças, como as da Rússia.
3. Riquezas naturais escondidas
Debaixo do gelo da Gronelândia existem recursos naturais muito importantes para o mundo de hoje.
A ilha tem grandes quantidades de minerais usados na tecnologia moderna, essenciais para construir carros elétricos, turbinas de energia eólica, telemóveis e computadores.
Além disso, há lítio, grafite, cobre, níquel e outros metais usados em baterias e equipamentos eletrónicos.
Já o petróleo e o gás natural não estão a ser explorados, sobretudo por razões ambientais. Mesmo assim, estas riquezas ajudam a explicar porque tantos países mostram interesse pela Gronelândia.
O que tudo isto significa?
Por um lado, os recursos e a posição da Gronelândia tornam-na importante para questões económicas, tecnológicas e militares de países como os Estados Unidos da América ou mesmo a China.
Por outro lado, o governo da Gronelândia e da Dinamarca defendem a soberania do território, ou seja, afirmam que a ilha continua a ser parte do reino da Dinamarca e que não está à venda nem quer ser governada pelos EUA.

