Com este estatuto, as plantas e os animais das Berlengas, especialmente as aves marinhas, passam a ter maior proteção e menor risco de desaparecer.
O objetivo é manter ou melhorar o estado de conservação da natureza naquela zona, que faz parte da região biogeográfica mediterrânica, uma área da Europa com características próprias de clima e biodiversidade.
As Berlengas têm paisagens naturais muito especiais, como as falésias altas junto ao mar, onde cresce uma vegetação única que aprendeu a resistir ao vento forte e ao sal do oceano. Para garantir a conservação, foram criadas regras para evitar danos num ecossistema que é frágil. Por exemplo:
Não é permitido levar para as ilhas plantas ou animais que não sejam naturais de lá.
Não se pode andar fora dos trilhos marcados nem pisar a vegetação.
É proibido entrar em alguns ilhéus.
Não se podem apanhar, perturbar ou destruir plantas e animais protegidos.
As ilhas são um tesouro mundial
As Berlengas já eram uma área muito protegida. Fazem parte da Rede Natura 2000, uma rede europeia de espaços naturais importantes para proteger aves, plantas e outros animais.
São Reserva Natural desde 1981 e, em 2011, receberam um reconhecimento internacional da UNESCO, a organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, que classificou as ilhas como Reserva Mundial da Biosfera por causa da sua natureza única e da biodiversidade que ali existe.
Além das plantas raras, as Berlengas são conhecidas pelas aves marinhas que ali nidificam, como o airo, a cagarra e o corvo-marinho-de-crista.

