Timmy, que tem cerca de dez metros de comprimento e 12 toneladas, tinha ficado presa num banco de areia na baía de Wismar, na Alemanha.
Como a baleia parecia fraca e doente, as autoridades alemãs tinham desistido do resgate por acreditarem que o animal já não tinha condições de sobrevivência.
Dois multimilionários decidiram intervir e pagar do próprio bolso uma operação privada para tentar salvar a baleia.
A operação foi muito complexa
A baleia foi colocada numa barcaça cheia de água e transportada até ao Mar do Norte, perto da Dinamarca, onde conseguiu sair a nadar.
Timmy foi vista a nadar "na direção certa", mas ninguém sabe se vai conseguir sobreviver.
A comunidade científica está muito dividida. Especialistas da Comissão Baleeira Internacional e do Museu Oceanográfico de Stralsund dizem que a operação não era aconselhável porque o animal estava doente e poderá ter ficado ainda mais fraco.
Para os críticos, este resgate é um exemplo de como a emoção humana pode colidir com o ciclo natural da vida marinha.
Timmy foi equipada com um GPS para que os cientistas possam acompanhar os seus próximos passos.
O Ministério do Ambiente da Dinamarca já avisou que, se a baleia voltar a encalhar em águas dinamarquesas, não haverá nova intervenção, pois consideram o encalhe um "fenómeno natural".

