Mais de 40 animais que migram pelo planeta passam a estar protegidos

SIC Explica-me

Mais de 40 animais que migram pelo planeta passam a estar protegidos

A ONU anunciou a novidade: há novas espécies de animais que migram - ou seja, que viajam grandes distâncias todos os anos - que vão ter proteção internacional. Há um animal que se tornou famoso num filme que está na lista…

A decisão foi tomada numa reunião da ONU sobre espécies migratórias, que aconteceu no Brasil. Sabias que existe um acordo entre 133 países, incluindo todos os da União Europeia, sobre as espécies de animais que estão ameaçadas?

Qual o objetivo?

✅ Proteger animais ameaçados
✅ Cuidar dos lugares onde vivem
✅ Facilitar as suas migrações
✅ Trabalhar em conjunto para salvar estas espécies

Este trabalho em conjunto é muito importante porque metade das espécies migratórias está a diminuir e algumas podem mesmo desaparecer.

A nova lista inclui a coruja que ficou famosa nos filmes do Harry Potter e o maçarico-de-bico-virado, um pássaro ameaçado de extinção que percorre 30 mil quilómetros por ano. Mas há mais animais que passam a estar protegidos.

Problemas graves para peixes que migram

Um relatório recente mostrou que muitas espécies de peixes de água doce, como as enguias, estão a ter dificuldades para migrar. Porquê?

  • Destruição de habitats
  • Barragens que bloqueiam rios
  • Pesca excessiva
  • Poluição

Sem estas migrações, muitos destes peixes correm o risco de desaparecer.

O que dizem os biólogos portugueses?

A Ordem dos Biólogos achou positivo haver mais espécies protegidas, mas deixou vários avisos.

⚠️

  • A situação da biodiversidade no mundo continua preocupante
  • Há muitas espécies a desaparecer muito depressa
  • É preciso agir, proteger habitats e tomar decisões políticas fortes

Espécies importantes para Portugal, como as aves marinhas freira-das-desertas e freira-da-madeira, foram incluídas na lista.

A conferência aprovou medidas para proteger espécies muito vulneráveis como a enguia-europeia, o tubarão-azu e as abetardas.

Os biólogos defendem que Portugal deve acompanhar de perto estas decisões e trabalhar com cientistas, governos e outros países.