Nesse dia de 1974, durante a Revolução, os militares saíram à rua para pôr fim a décadas de ditadura. A população juntou-se de forma espontânea nas ruas. O cravo não foi escolhido previamente como símbolo da revolução. Tudo começou por um acaso.
Foi Celeste Caeiro, uma funcionária de um restaurante, quem distribuiu os primeiros cravos aos soldados. O restaurante onde trabalhava fazia anos naquele dia, mas como havia revolução nas ruas, resolveram não abrir.
Em vez de desperdiçar as flores da decoração, Celeste saiu à rua e ofereceu-as às pessoas e aos militares. Um soldado colocou o cravo na espingarda e rapidamente todos fizeram o mesmo!
Mas o que torna o cravo tão especial?
O cravo é cultivado há mais de dois mil anos. Já os antigos gregos e romanos o usavam em festas, cerimónias e para fazer coroas florais. É uma das flores mais antigas do mundo e uma das mais populares, a par da rosa!
Sempre que chega o 25 de abril, os cravos voltam às ruas, às lapelas e às mãos de quem quer lembrar o valor da liberdade. Mais do que uma flor, tornou-se uma forma simples dizer que há conquistas que não devem ser esquecidas.

