Quando esta medusa fica velha, doente ou magoada, não morre como a maioria dos animais. Em vez disso, transforma o seu corpo e volta ao início da vida. É um pouco como se uma pessoa adulta pudesse voltar a ser criança sempre que quisesse.
Os cientistas dizem que, por causa disso, esta medusa é considerada "biologicamente imortal".
Isso não quer dizer que nunca possa morrer:
Pode ser comida por peixes ou outros animais marinhos, pode apanhar uma infeção grave, pode ser afetada pela poluição do mar, ou até pode falhar quando tenta fazer a transformação de voltar a ser jovem.
Mas, se tiver sorte e nada disto acontecer, ela pode repetir este ciclo muitas vezes.
Há mais seres com este poder!
Mas existem outros seres vivos que também são considerados biologicamente imortais, como a hidra e as planárias.
A hidra é um animal muito pequeno que vive em água doce. O seu corpo é feito de células que se renovam constantemente. Isso quer dizer que as células velhas são sempre substituídas por células novas.
Por causa dessa capacidade de renovação contínua, a hidra não mostra sinais de envelhecimento.
Em condições ideais, pode viver indefinidamente, desde que não seja comida por outro animal ou afetada por mudanças no ambiente.
As planárias são vermes achatados que vivem em ambientes aquáticos. Têm uma capacidade de regeneração extraordinária. Se forem cortadas em várias partes, cada parte pode dar origem a um novo animal completo.
Tal como a hidra, as planárias mantêm células especiais que permitem reparar e renovar o corpo ao longo do tempo, o que faz com que não envelheçam da forma habitual.
Alguns cientistas defendem que estes animais são verdadeiros exemplos de imortalidade biológica. Outros preferem dizer que são seres com uma capacidade extrema de regeneração e de renovação celular.
Em ambos os casos, todos concordam que estes organismos ajudam a ciência a compreender melhor o envelhecimento e a regeneração dos seres vivos.

