A água dos rios, do mar e do chão aquece com o sol e transforma-se em vapor invisível, como se estivesse a subir para o céu às escondidas.
Esse vapor entra nas nuvens.
Algumas dessas nuvens, chamadas cumulonimbus, são tão altas que quase parecem tocar o Espaço e são elas que provocam fenómenos como o granizo, os trovões e os relâmpagos.
Lá no alto dessas nuvens, onde o frio é forte, as gotinhas de água congelam, tal como acontece quando colocamos água no congelador. As gotinhas geladas vão crescendo, camada após camada, como se alguém estivesse a fazer bolas de neve cada vez maiores.
Quando essas pedras de gelo ficam demasiado pesadas, a nuvem já não as consegue segurar. Então, caem rapidamente em direção ao chão. É isso o granizo.
Curiosamente, o granizo não acontece nos polos, apesar do frio. Isso porque lá não se formam estas nuvens gigantes de tempestade. Elas surgem sobretudo em regiões mais quentes quando há muita instabilidade no tempo.
Em Portugal já houve episódios impressionantes. Em 2018, em zonas como Trás-os-Montes e Beira Interior, caiu tanto granizo que algumas pedras tinham o tamanho de bolas de ténis.
Em Sintra, em 2007, caiu tanto granizo que o chão ficou coberto de gelo. Parecia que tinha nevado.

