O ICE é uma agência do governo dos Estados Unidos da América, criada em 2003 depois dos atentados de 11 de setembro, para controlar quem entra e vive no país e combater crimes ligados à imigração e ao contrabando.
Durante muitos anos o ICE aparecia sobretudo em notícias sobre imigração e fronteiras, e era uma presença relativamente discreta fora desses temas.
O que mudou?
Donald Trump, depois de ser novamente eleito presidente dos Estados Unidos da América, reforçou o papel do ICE. Trump tinha prometido, durante a campanha eleitoral, controlar melhor a imigração. Para isso, o seu governo deu muito mais dinheiro ao ICE e contratou mais agentes.
Uma das maiores operações chama-se Operação Reforço Urbano. Começou no final de 2025 e levou ao envio de milhares de agentes para Minneapolis, no estado do Minnesota.
O governo diz que está a combater a imigração ilegal. Já foram detidos milhares de pessoas sem documentos.
O tema está nas notícias porque aconteceram episódios graves. Durante esta operação, pelo menos duas pessoas morreram em confrontos com agentes federais e uma criança de cinco anos foi presa.
Estes incidentes provocaram grandes protestos nas ruas, mesmo com temperaturas muito baixas, manifestações de trabalhadores, fecho temporário de empresas e uma forte reação pública em várias partes do país.
Existem diferentes pontos de vista
Quem apoia o ICE diz que todos os países precisam de regras e que é importante controlar quem entra no país para proteger a segurança.
Quem critica o ICE diz que os agentes estão a usar força a mais, que há pessoas a morrer sem justificação e que estão a violar direitos importantes.
Muitos líderes locais dizem que a presença de tantos agentes parece uma ocupação militar e está a causar medo nas comunidades.
Esta polémica deu origem a vários processos nos tribunais e debates em todo o país sobre se o governo pode usar o ICE desta forma.

