Naquele tempo, em vários estados norte-americanos, existiam leis que separavam pessoas negras e brancas em escolas, transportes públicos, restaurantes e outros espaços. Esta separação chamava-se segregação racial.
Martin Luther King Jr. acreditava que todas as pessoas deviam ter os mesmos direitos e oportunidades, independentemente da cor da pele.
Para combater a discriminação, organizou e participou em manifestações e protestos pacíficos. Acreditava que era possível lutar contra as injustiças sem recorrer à violência.
Um dos momentos mais marcantes desta luta aconteceu em Montgomery, nos Estados Unidos da América, e começou com o gesto de coragem de uma mulher chamada Rosa Parks.
Um dos momentos mais importantes da vida de Martin Luther King Jr. aconteceu a 28 de agosto de 1963, durante a Marcha sobre Washington, uma grande manifestação a favor dos direitos civis e do emprego. Foi nessa ocasião que fez o famoso discurso I Have a Dream (Eu tenho um sonho).
Em 1964, recebeu o Prémio Nobel da Paz, em reconhecimento pela sua luta contra a discriminação racial através de métodos pacíficos.
A sua intervenção contribuiu para fortalecer o movimento pelos direitos civis, que ajudou a impulsionar mudanças importantes na legislação contra a discriminação.
Martin Luther King Jr. foi assassinado a 4 de abril de 1968, em Memphis, nos Estados Unidos da América, quando estava a apoiar trabalhadores negros da limpeza urbana que estavam em greve, a exigir melhores salários e condições de trabalho.
Foi baleado quando se encontrava na varanda do hotel onde estava hospedado. Tinha apenas 39 anos.

