Ceuta é uma cidade pequena, com cerca de 83 mil habitantes. Por isso, a chegada de tantas pessoas em tão pouco tempo criou grandes desafios para os serviços de saúde, acolhimento, educação e segurança.
Quem são estas pessoas?
Muitos dos migrantes que chegaram a Ceuta procuravam uma vida melhor ou tentavam entrar na Europa. Alguns fugiam da pobreza, de conflitos ou de outras dificuldades nos seus países.
Milhares de pessoas já deixaram a cidade, mas mais de três mil ainda estão a viver na rua à espera de lugar em centros de acolhimento.
O que se passa na praia de Trampolín?
Nos últimos meses, muitos migrantes ficaram instalados na praia de Trampolín, que se transformou num enorme acampamento. As autoridades espanholas estão a retirar as pessoas desse local e a transferi-las para centros temporários.
Uma das razões para esta decisão é que análises às águas da praia mostraram sinais de contaminação, o que pode representar riscos para a saúde.
As autoridades também querem garantir que ninguém, seja adulto ou menor de idade, tenha de dormir na rua.
Como está a responder Espanha?
O Governo espanhol criou um plano especial de 309 milhões de euros para ajudar Ceuta. Parte desse dinheiro será usada para acolher os migrantes e apoiar serviços como hospitais, escolas e centros de apoio social. Outra parte servirá para reforçar a segurança e ajudar a economia local, que foi afetada pela crise.
Ao mesmo tempo, as autoridades estão a analisar cada situação. Algumas pessoas poderão receber proteção internacional, conhecida como asilo. Outras poderão regressar aos seus países, de forma voluntária ou através de processos legais.
Uma situação que gera preocupação
A crise provocou manifestações e tensões na cidade. Muitos habitantes querem que a situação volte ao normal e que as praias e outros espaços públicos sejam recuperados.
Também foram registados episódios de violência e conflitos, tanto contra migrantes como entre grupos que discordam sobre a forma de resolver o problema.

