Conhecido como o Cofre Global de Sementes de Svalbard, este espaço funciona como uma enorme cópia de segurança da agricultura mundial.
Ali estão armazenadas mais de um milhão de amostras de sementes provenientes de quase todos os continentes, mantidas a temperaturas muito baixas para se conservarem durante décadas ou até séculos.
O nosso país também guarda sementes!
Existem milhares de bancos de germoplasma, ou seja, locais onde se guardam sementes e outro material das plantas para que as suas características não se percam ao longo do tempo. Estas coleções ajudam a preservar a diversidade das espécies e podem ser fundamentais para o futuro da agricultura
Portugal também participa neste esforço, por exemplo, através do Banco Português de Germoplasma Vegetal, em Braga, que conserva milhares de variedades agrícolas e espécies de interesse para a investigação e a alimentação.
O que torna Svalbard especial é o seu papel de cofre de segurança internacional. Muitos bancos de sementes enviam para lá duplicados das suas coleções, para que possam ser recuperados caso as originais sejam destruídas ou danificadas.
E isso já aconteceu. Em 2015, devido à guerra na Síria, investigadores recorreram às sementes guardadas em Svalbard para recuperar coleções que tinham sido perdidas. Por isso é importante proteger o património agrícola mundial.
O trabalho desenvolvido pelo Cofre Global de Sementes de Svalbard valeu-lhe, 2026, o Prémio Princesa das Astúrias da Cooperação Internacional, um reconhecimento pelo contributo para a preservação da biodiversidade e para a segurança alimentar das gerações futuras.
Afinal, guardar sementes pode parecer uma tarefa simples, mas pode fazer toda a diferença para garantir que continuamos a cultivar os alimentos de que precisamos.

