Hoje já existem cápsulas, mais ou menos do tamanho de um rebuçado, que os doentes engolem e que viajam pelo intestino para fotografar o seu interior, ajudando os médicos a detetar problemas sem qualquer cirurgia. Parecia impossível há cinquenta anos!
Agora imagina dar um passo ainda maior. E se esses dispositivos fossem tão pequenos que só se conseguissem ver com microscópios muito potentes? É exatamente isso que a nanomedicina está a tentar fazer.
Tão pequeno que parece mentira!
"Nano" é uma palavra que usamos para coisas tão minúsculas que operam à mesma escala das células do teu próprio corpo.
Os nanorrobôs não têm pernas nem são feitos de metal como os dos filmes. Alguns utilizam campos magnéticos, como ímanes controlados por médicos, para serem guiados até ao local exato onde é preciso tratar uma doença.
Outros imitam o movimento das bactérias, usando pequenas "caudas" chamadas flagelos para se deslocarem pelos fluidos do organismo.
Uma missão dentro de ti
Em vez de cirurgias complicadas, que demoram tempo a sarar, estes dispositivos podem entrar no corpo por uma picada quase invisível e realizar o trabalho por dentro.
Há nanorrobôs a ser estudados para navegar pelo sistema circulatório e libertar medicamentos diretamente num tecido doente, sem afetar os que estão à volta. Outros podem identificar células que não estão bem e ajudar o corpo a regenerar-se.
O inimigo inesperado: o próprio corpo
Parece fácil, mas o nosso corpo é uma fortaleza. As células de defesa do sistema imunitário podem achar que o nanorrobô é um intruso e atacá-lo antes de ele chegar ao destino.
Por isso, os cientistas estão a trabalhar para tornar estes dispositivos "invisíveis" para o sistema imunitário, ou a construí-los com materiais que o corpo possa absorver naturalmente depois de a missão terminar.
O futuro ainda está no laboratório
Hoje, estes dispositivos ainda fazem testes muito rigorosos em laboratório.
Mas, no futuro, quando precisares de uma “reparação”, talvez não precises de passar dias no hospital. Bastará uma "missão microscópica" a navegar silenciosamente pelo teu corpo.

