O problema é que, em várias partes do mundo, as populações de abelhas estão a diminuir devido a fatores como a utilização de pesticidas, doenças, perda de habitats e alterações climáticas. É por isso que alguns cientistas estão a procurar soluções inovadoras. Uma delas é criar abelhas-robô.
Máquinas minúsculas inspiradas na natureza
Investigadores de vários países estão a desenvolver microrrobôs voadores que imitam algumas capacidades das abelhas. Alguns são tão pequenos que cabem na ponta de um dedo e conseguem bater as asas centenas de vezes por segundo.
O objetivo é que, no futuro, estes robôs consigam aproximar-se das flores, recolher pólen e transportá-lo para outras plantas, ajudando na polinização.
Para isso, recorrem a câmaras, sensores e sistemas de inteligência artificial que lhes permitem identificar flores e orientar-se no espaço.
Os cientistas chamam a esta abordagem biomimetismo, uma palavra complicada que significa observar a natureza e tentar reproduzir algumas das suas soluções através da tecnologia.
Já existem abelhas-robô?
Ainda não existem enxames de abelhas-robô a trabalhar nos campos. Apesar dos avanços, estes pequenos robôs continuam em fase experimental. Entre os principais desafios estão a autonomia das baterias e a capacidade de funcionar sozinhos durante longos períodos.
Mesmo assim, os investigadores já conseguiram criar pequenos robôs capazes de voar, pairar no ar e realizar movimentos muito precisos. Alguns projetos têm como objetivo utilizá-los em estufas, explorações agrícolas ou outros locais onde a polinização natural seja insuficiente.

