Charlie desapareceu em abril de 2016, quando tinha apenas três anos, pouco depois de a família mudar de casa, no País de Gales.
Lucy e Hannah Robertson procuraram-na durante muito tempo, mas nunca conseguiram descobrir o que lhe tinha acontecido. Com o passar dos anos, foram perdendo a esperança de voltar a vê-la.
Até que, no dia 29 de julho de 2026, aconteceu o inesperado, justamente no dia em que Lucy fazia 30 anos. A família recebeu uma chamada a dizer que Charlie tinha sido encontrada!
Segundo a BBC, uma empresa pública britânica de comunicação social, a gata estava a viver numa zona de mato, perto da zona onde tinha desaparecido.
Uma pessoa que vivia ali perto começou a alimentá-la e sempre pensou que era uma gata de rua. Mas, algumas semanas depois, decidiu levá-la ao veterinário. E foi aí que um pequeno detalhe fez toda a diferença: Charlie tinha microchip.
Um microchip é um pequeno dispositivo, com aproximadamente o tamanho de um grão de arroz, que se coloca debaixo da pele do animal. Tem um número de identificação associado aos dados do dono. Assim, quando um veterinário o lê com um aparelho próprio, consegue descobrir a quem pertence o animal.
Foi exatamente isso que aconteceu com Charlie. O microchip revelou a sua identidade e permitiu contactar a família.
Um regresso cheio de surpresas
A notícia deixou Lucy e Hannah completamente surpreendidas. Até a veterinária ficou espantada ao perceber que aquela gata tinha passado dez anos desaparecida.
Mas havia mais uma boa notícia: Charlie estava muito bem de saúde e o pelo estava bem tratado.
Lucy explicou depois que Charlie reconheceu imediatamente as tutoras e continuava praticamente igual às fotografias de há dez anos. Para a história ficar completa, falta saber por onde andou a gata durante tantos anos. Será que algum dia vamos descobrir?

