O sistema imunitário, que normalmente nos protege de vírus e bactérias, começa a reagir contra uma substância chamada glúten. Em vez de defender o organismo, acaba por atacar uma parte importante do próprio corpo: o intestino.
O glúten não é “mau” para toda a gente
O glúten é uma proteína que existe em cereais como o trigo, a cevada e o centeio. Está presente em muitos alimentos como pão, massa, pizzas, bolos e até em alguns molhos.
Para a maioria das pessoas, o glúten não causa qualquer problema. Mas, para quem tem doença celíaca, o corpo reage como se estivesse perante algo perigoso.
O que acontece dentro do intestino?
O intestino delgado tem pequenas saliências chamadas vilosidades. Funcionam como uma esponja: ajudam a absorver os nutrientes dos alimentos, ou seja, as substâncias que nos dão energia e ajudam a crescer.
Quando uma pessoa com doença celíaca come glúten, o sistema imunitário ataca essas vilosidades e danifica-as. Se a “esponja” fica estragada, o corpo deixa de conseguir aproveitar bem os nutrientes. Com o tempo, isso pode afetar o crescimento, a energia e o bem-estar.
Quais podem ser os sinais?
A doença celíaca pode manifestar-se de formas diferentes. Algumas pessoas têm dores de barriga frequentes, inchaço, diarreia ou muito cansaço. Outras podem crescer mais devagar ou sentir-se sempre sem energia.
Há ainda quem quase não tenha sintomas, o que pode tornar a descoberta mais difícil. Por isso, sempre que algo parece estranho no nosso corpo, é importante falar com um adulto e consultar um médico.
Como se descobre a doença?
O médico pode pedir análises ao sangue para verificar se há sinais da doença. Se houver suspeitas, pode ser necessário fazer um exame no hospital para observar uma pequena amostra do intestino, chamado biópsia, que confirma o diagnóstico.
A doença celíaca não tem cura e não é uma alergia nem uma escolha alimentar. É uma condição que acompanha a pessoa toda a vida. Mas pode ser controlada se seguir uma alimentação sem glúten.
Quando o glúten é retirado da alimentação, o intestino começa a recuperar e, com o tempo, os sintomas melhoram ou desaparecem.

