Nem todos os dias nos apetece sorrir e isso é normal

SIC Explica-me

Nem todos os dias nos apetece sorrir e isso é normal
Vladimir Serov

Nas redes sociais, é fácil pensar que toda a gente está feliz, enquanto nós somos os únicos a ter dias maus. Mas não é assim. Por detrás das fotografias, dos vídeos e dos sorrisos, há também preocupações, inseguranças e momentos em que não nos sentimos bem.

Sentir tristeza, preocupação, irritação, medo ou frustração faz parte da vida. Há dias em que nada parece correr bem, em que preferimos ficar sozinhos ou simplesmente não nos apetece fazer nada. E isso não significa que haja alguma coisa errada connosco.

O que é importante é perceber quando esses sentimentos não passam, ficam cada vez mais intensos ou começam a interferir com a nossa vida.
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Os dados mais recentes do programa “Mais Contigo”, relativos ao ano letivo de 2025–2026 e divulgados pela Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Coimbra, em parceria com a Direção-Geral da Saúde (DGS), mostram que, entre os adolescentes avaliados em 259 escolas portuguesas, cerca de 40% apresentavam sintomas depressivos.

Isto não significa que 40% tenham uma depressão, mas mostra que muitos jovens estão a experienciar sofrimento emocional que não deve ser ignorado.
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Também podemos falar do que dói por dentro

Quando temos dores no corpo - no joelho, na cabeça ou na barriga - não costumamos ter medo ou vergonha de dizer que dói. Com aquilo que sentimos por dentro deve acontecer o mesmo. Não temos de guardar para nós aquilo que nos preocupa, nos entristece ou nos traz desconforto.

O Dia Mundial da Saúde Mental, que se assinala a 10 de outubro, é também uma oportunidade para lembrar que cuidar da nossa saúde mental faz parte de cuidar da nossa saúde como um todo. E que há sinais que nos ajudam a perceber se nós ou alguém próximo está a precisar de ajuda.

Às vezes, pode ser difícil dizer ou admitir que não estamos bem. Podemos ter medo de que não nos compreendam, de sermos julgados ou de acharmos que os nossos problemas não são suficientemente importantes. Mas vale sempre a pena dar um passo e não deixar que o que nos incomoda fique guardado dentro de nós.

Fala com alguém próximo

Pode ser um pai ou uma mãe, um familiar, um professor, um psicólogo da escola, um médico ou outro adulto em quem confies. Mesmo que não saiba exatamente o que fazer, essa pessoa pode ouvir-te, levar o que sentes a sério e ajudar-te a encontrar o apoio de que precisas.

Queres falar com alguém?

Linha SOS Criança e Jovem — 116 111

Gratuita e confidencial, nos dias úteis. Também podes contactar através do WhatsApp 913 069 404

.Estás em perigo ou pensas em magoar-te?

Linha Nacional de Prevenção do Suicídio e Apoio Psicológico — 1411

Disponível 24 horas por dia. É uma linha do SNS dedicada ao apoio em situações de risco.

Em caso de emergência imediata, liga 112.