A gravata tem centenas de anos e nasceu numa guerra

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A gravata tem centenas de anos e nasceu numa guerra
Jamie Grill

Há quem use gravata todos os dias no trabalho e quem só a tire do armário em ocasiões especiais. Já deves ter visto muitas, das mais variadas cores e feitios. O que talvez não saibas é que esta peça tem centenas de anos e começou por ser um lenço usado por soldados croatas.

Tudo começou no século XVII, durante a Guerra dos Trinta Anos. Os soldados croatas que combatiam ao lado do exército francês usavam lenços atados ao pescoço, uns simples, outros com cores e padrões mais invulgares.

Os franceses ficaram curiosos e começaram a usá-los também. Chamavam-lhes “cravate”, uma palavra parecida com a que usavam para dizer “croata” (Croate).

A moda espalhou-se pela Europa. Em França continua a dizer-se cravate, em inglês cravat e, em português, passou a ser gravata.

Este acessório de moda é tão especial que existe até o Dia da Gravata, que se comemora a 18 de outubro. Na Croácia, muitos monumentos “usam gravata” durante todo o ano. Uma tradição que lembra a ligação do país à história da gravata.

Ejla

Do lenço à gravata que conheces hoje

No século XIX, o acessório já fazia parte do vestuário masculino em vários países europeus e, mais tarde, tornou-se comum também entre as mulheres.

A gravata comprida de hoje ganhou a sua forma moderna no século XX. Mudaram os tecidos, as cores e até a maneira de a atar. O nó mais fácil e popular chama-se Four-in-Hand, mas há outros mais largos e mais complicados.

Uma gravata pode contar histórias

Há gravatas com símbolos de clubes, escolas, países ou instituições. Outras servem para passar uma mensagem, celebrar uma ocasião ou simplesmente dar cor ao visual.

Da próxima vez que vires uma gravata em casa, numa festa, numa loja ou escritório, lembra-te de que esta peça começou a sua viagem pela Europa há centenas de anos, ao pescoço de soldados croatas.