Macron, de estudante aplicado a Presidente

SIC Explica-me

Macron, de estudante aplicado a Presidente

Emmanuel Macron é o atual Presidente da França, um dos países mais importantes da Europa e do mundo. Foi eleito pela primeira vez em 2017, com apenas 39 anos, tornando-se o Presidente mais jovem da história moderna francesa. Em 2022, foi reeleito para um segundo mandato.

A sua eleição marcou uma mudança importante na política francesa, porque Macron não vinha dos partidos tradicionais que governaram o país durante décadas.

Infância e estudos

Emmanuel Macron nasceu a 21 de dezembro de 1977, na cidade de Amiens, no norte de França.

Cresceu numa família ligada à área da saúde e, desde cedo, mostrou grande interesse pelos estudos, pela leitura e pelo debate de ideias.

Na universidade, escolheu estudar Filosofia. Esta área ajuda a pensar sobre temas como a justiça, o poder, a liberdade e a forma como as sociedades se organizam, questões que mais tarde se tornariam centrais na sua vida política.

Depois da universidade, Macron entrou em duas das escolas mais prestigiadas e exigentes de França:

Sciences Po (Instituto de Estudos Políticos de Paris), onde se formam muitos futuros políticos, diplomatas e jornalistas
ENA – Escola Nacional de Administração, uma escola pública muito seletiva que prepara altos funcionários do Estado

Estas instituições são conhecidas por formar líderes do país, mas também são criticadas por algumas pessoas por estarem afastadas da realidade do cidadão comum.

Antes de ser Presidente

Antes de entrar na política ativa, Macron trabalhou num banco de investimento. Esse período deu-lhe grande conhecimento sobre economia, empresas e finanças, algo que mais tarde influenciaria as suas decisões políticas.

Em 2012, entrou para o governo francês durante a presidência de François Hollande. Aí desempenhou dois cargos importantes:

Secretário-geral adjunto da Presidência, ajudando na coordenação do trabalho do governo
Ministro da Economia, Indústria e Assuntos Digitais, responsável por decisões sobre crescimento económico, emprego e inovação

As suas políticas económicas foram elogiadas por uns, por tentarem modernizar a economia francesa, e criticadas por outros, por beneficiarem mais as empresas do que os trabalhadores.

A eleição para Presidente

Em 2016, Emmanuel Macron tomou uma decisão arriscada: saiu do governo e criou um novo movimento político, o En Marche!, que prometia ultrapassar a divisão tradicional entre esquerda e direita.

Quando entrou na política, Emmanuel Macron dizia que não era «ni de droite ni de gauche», uma frase em francês que significa “nem de direita nem de esquerda”. Com isto, queria explicar que não se identificava totalmente com os partidos tradicionais e que preferia escolher ideias de diferentes lados.

Em 2017, venceu as eleições presidenciais sem nunca ter sido eleito antes para qualquer cargo político. Este facto foi visto como sinal de renovação por alguns franceses, mas também gerou desconfiança entre quem preferia políticos com mais experiência eleitoral.
Em 2022, voltou a vencer as eleições, num contexto mais difícil, marcado por protestos sociais e maior divisão política no país.

O papel internacional e a defesa da paz

No plano internacional, Macron tem procurado afirmar a França como um país ativo na defesa da paz e da cooperação entre nações. Desde que começou a guerra entre a Ucrânia e a Rússia, tem mantido contactos frequentes com líderes internacionais, incluindo Putin e Zelensky.