O estudo foi feito pela World Weather Attribution (WWA), um grupo de cientistas que investiga como as alterações climáticas influenciam fenómenos extremos, como ondas de calor, secas ou tempestades.
🌧️ O que aconteceu no início do ano?
Entre 16 de janeiro e 17 de fevereiro, nove tempestades atingiram a Península Ibérica e o norte de Marrocos.
Em Portugal:
- Morreram 18 pessoas por causa das tempestades Kristin, Leonardo e Marta.
- Muitas casas, empresas e estradas ficaram destruídas ou cheias de água. A terra também escorrega
- Houve quedas de árvores, cortes de luz, problemas nas comunicações e fecho de escolas.
- As regiões mais afetadas foram o Centro, Lisboa e Vale do Tejo e o Alentejo.
Em Grazalema, no sul de Espanha, caiu mais de um ano de chuva em apenas alguns dias.
Na localidade da província de Cádiz toda a população teve de ser retirada de uma das aldeias históricas. Com as terras saturadas e as barragens completamente cheias, mais de 7 mil pessoas ficaram desalojadas.
🌍 Porque é que isto aconteceu?
Os cientistas explicam que o aquecimento global, causado pela poluição e pelas emissões de carbono, está a tornar a atmosfera mais quente. E uma atmosfera mais quente consegue guardar mais vapor de água, o que provoca chuvas mais fortes.
David García-García, um dos autores do estudo, disse que o volume de água em locais como Grazalema foi um "choque enorme" para as cidades e para os solos.
Friederike Otto, outra investigadora, afirmou que este tipo de tempestades é exatamente o que os cientistas esperam com as alterações climáticas.
🌀 O que originou tantas tempestades seguidas?
Segundo a WWA, tudo começou com um anticiclone muito forte parado sobre a Escandinávia e a Gronelândia.
Esse anticiclone empurrou uma série de tempestades para a Europa Ocidental, criando condições mais húmidas do que o normal.
As chuvas também ficaram mais intensas porque o oceano Atlântico estava anormalmente quente nessa altura.


