Sabias que para ser cientista é preciso ter alma de criança?

SIC Explica-me

Sabias que para ser cientista é preciso ter alma de criança?

Quando imaginamos um cientista, pensamos muitas vezes em laboratórios, fórmulas difíceis, computadores ou experiências complicadas. Mas vários cientistas defendem que existe outra coisa essencial para fazer descobertas: nunca perder completamente a curiosidade de uma criança.

Muitas das características mais importantes da ciência aparecem muito cedo na infância, como fazer perguntas, observar detalhes, testar ideias, imaginar possibilidades e errar muitas e muitas vezes até dar certo.

Os cientistas fazem perguntas a toda a hora!

Albert Einstein dizia que não tinha talentos especiais, mas que apenas era apaixonadamente curioso. O famoso cientista acreditava que a curiosidade era uma das coisas mais importantes para compreender o mundo.

Albert Einstein dizia que tinha a curiosidade típica de uma criança

Errar faz parte das descobertas

Outra coisa que aproxima crianças e cientistas é que ambos aprendem muito através da tentativa e erro.

Testam hipóteses, realizam experiências e, muitas vezes, descobrem que estavam errados. Mas isso não significa fracasso. Significa que estão a aprender.

Várias invenções importantes nasceram depois de erros inesperados. A ciência avança precisamente porque alguém continua a experimentar em vez de desistir.

Imaginar também é importante na ciência

Por exemplo, antes de existir um foguetão, alguém teve de imaginar uma viagem ao espaço.

E antes de certas descobertas científicas acontecerem, muitos investigadores passaram anos a imaginar hipóteses que ainda não conseguiam provar.

As crianças fazem isso naturalmente quando transformam caixas em castelos, o chão em lava ou uma manta numa nave espacial.

Reparar no que os outros não veem

As crianças conseguem ficar fascinadas com coisas pequenas, como uma formiga a transportar comida ou o reflexo da chuva numa poça. Os cientistas também treinam essa capacidade de observação.

Muitas descobertas começaram porque alguém reparou num detalhe que os outros ignoraram.

Isaac Newton terá começado a pensar na gravidade depois de observar a queda de uma maçã. Já Alexander Fleming descobriu a penicilina depois de notar que um fungo estava a impedir o crescimento de bactérias.

Muitos cientistas gostavam de brincar com ideias

Vários investigadores famosos falavam da importância da criatividade e da brincadeira.

Richard Feynman, um dos cientistas mais conhecidos do século XX, Prémio Novel de Física em 1965, dizia que a ciência devia manter um espírito de curiosidade e diversão.
Richard Feynman

Com o tempo, muitos adultos deixam de fazer tantas perguntas. Habituam-se às rotinas e deixam de reparar em pequenas coisas do dia a dia. Talvez crescer não devesse significar perder a curiosidade de uma criança.