Há milhões de anos, os antepassados das cobras tinham patas. Ao longo da evolução, porém, o seu corpo foi mudando.
Os investigadores acreditam que viver em tocas, passar por espaços estreitos ou mover-se facilmente entre a vegetação favoreceu os animais com corpos mais compridos e pernas cada vez mais pequenas. Com o passar do tempo, as patas acabaram por desaparecer.
Mas nem tudo desapareceu. Algumas espécies de cobras, como as pítons, ainda conservam pequenos vestígios das patas traseiras perto da cauda. São tão pequenos que quase passam despercebidos.
As cobras pertencem a um grupo de animais chamado répteis e existem em quase todos os continentes. A mais tóxica vive em áreas de deserto da Austrália e chama-se taipan-do-interior.
Apesar de muitas pessoas não gostarem delas ou terem medo quando as veem, a verdade é que desempenham um papel importante na natureza.
Muitas cobras alimentam-se de ratos e outros pequenos animais. Ao fazê-lo, ajudam a controlar as suas populações. Sem elas, algumas espécies poderiam multiplicar-se em excesso e causar desequilíbrios nos ecossistemas.
Outra ideia que vale a pena desfazer é a de que todas as cobras são venenosas. Na realidade, a maioria não representa perigo para os seres humanos.
Em Portugal existem várias espécies de cobras e a grande maioria é inofensiva
Entre as mais comuns encontram-se a cobra-rateira, a cobra-de-água-viperina e a cobra-de-escada. Existem também algumas espécies venenosas, como a víbora-cornuda e a víbora-de-Seoane, mas estas tendem a evitar o contacto com as pessoas e só atacam se se sentirem ameaçadas.
Por isso, mesmo que não sejam os animais mais populares, as cobras são muito mais do que personagens assustadoras de filmes e histórias. Fazem parte da biodiversidade do planeta e ajudam a manter o equilíbrio dos ecossistemas.
Para acabar com alguns mitos que ainda existem sobre as cobras e para que as pessoas as conheçam melhor, foi criado o Dia Mundial da Cobra, que se assinala a 16 de julho.

