Nascida no Porto, em 1958, Rosa Mota começou a praticar atletismo ainda jovem e encontrou na maratona a disciplina onde viria a fazer história. Numa altura em que a participação das mulheres nas provas de longa distância ainda estava longe de ter o reconhecimento que tem hoje, tornou-se uma referência mundial.
Rosa Mota sofria de asma desde muito jovem, mas isso não diminuiu a sua determinação nem o seu entusiasmo pelo desporto. Mais tarde, enfrentou também dores ciáticas que muitas vezes lhe dificultavam os treinos e as provas. Ainda assim, continuou a correr e a competir ao mais alto nível.
A sua história mostra que os grandes objetivos também se constroem com persistência, coragem e vontade de continuar.
A sua carreira ficou marcada por grandes vitórias. Rosa Mota venceu algumas das mais importantes maratonas internacionais e conquistou títulos que a colocaram entre as melhores atletas de sempre neste tipo de modalidade.
O seu nome está associado não apenas às pistas e às grandes competições internacionais, mas também à própria identidade desportiva do nosso país.
Por exemplo, no Porto, o antigo Pavilhão dos Desportos passou a chamar-se Pavilhão Rosa Mota, em 1991. Também existem ruas com o seu nome, numa homenagem que levou a sua história para além do universo do atletismo.
Ao longo dos anos, Rosa Mota recebeu numerosas distinções nacionais e internacionais pelo seu percurso desportivo e pelo contributo para a valorização do desporto português. Além disso, tem sido uma inspiração para muitas gerações de atletas.

