Imagina que vais às compras e recebes um saco de plástico. Usas durante alguns minutos para levar a comida para casa e, pouco depois, deitas fora. Agora imagina milhões de pessoas a fazerem exatamente o mesmo todos os dias.
Muitos destes sacos acabam por não ser reciclados. Em vez disso, acumulam-se em aterros, rios, praias e oceanos, onde podem permanecer durante muitos anos. E mesmo a reciclagem exige camiões, fábricas e energia.
Por isso, a melhor opção é evitar usar sacos descartáveis sempre que possível e optar por alternativas reutilizáveis.
Os sacos de plástico são feitos para durar muito mais tempo do que aquilo para que são usados. Não desaparecem como uma folha de árvore. Com o passar do tempo, vão-se fragmentando em pedaços cada vez mais pequenos.
Esses fragmentos chamam-se microplásticos. Frequentemente, são encontrados nos oceanos, nos rios e nos solos. Por exemplo, um peixe pode engolir microplásticos sem se aperceber. Depois, esse peixe pode ser comido por outro animal ou até por uma pessoa. Desta forma, o plástico entra na cadeia alimentar.
Os cientistas continuam a estudar os efeitos deste fenómeno, mas sabem que a acumulação de plástico no ambiente é um dos grandes desafios ambientais da atualidade.
Por isso, cada vez mais pessoas optam por alternativas reutilizáveis, como sacos de pano, mochilas ou cestos. Pode parecer uma mudança pequena. Mas se milhões de pessoas deixarem de usar apenas um saco descartável por semana, milhões de sacos deixarão de acabar no lixo ou na natureza.
É precisamente para chamar a atenção para este problema que existe o Dia Internacional sem Sacos de Plástico, assinalado a 3 de julho. A data lembra-nos que pequenas escolhas do dia a dia podem ajudar a reduzir a quantidade de plástico que chega ao ambiente.

