A resposta é não.
Apesar da enorme influência que tem, a OMS não governa países nem funciona como uma espécie de “ministério da saúde mundial”. A organização faz recomendações, coordena respostas internacionais e tenta orientar os governos com base em evidência científica. Mas a decisão final continua a pertencer a cada país.
O que é a OMS?
A Organização Mundial da Saúde foi criada em 1948, depois da Segunda Guerra Mundial. Como as doenças atravessam fronteiras, criou-se uma organização para ajudar os países a trabalhar em conjunto as questões relacionadas com a saúde.
Hoje, a OMS reúne quase todos os países do mundo e acompanha problemas de saúde globais, como pandemias, surtos de vírus, vacinação, fome e desnutrição, resistência a antibióticos, poluição e saúde mental.
Também ajuda países com menos recursos e coordena respostas de emergência em crises sanitárias.
Não manda, mas todos a ouvem
Durante a pandemia de COVID-19, muitas pessoas ouviram a OMS quase diariamente. A organização declarava níveis de alerta, emitia recomendações e aconselhava medidas de proteção.
Isso deu a sensação de que a OMS “mandava” nos governos. Mas, na prática, cada país decidiu o que queria fazer.
Houve países que seguiram as recomendações mais rapidamente. Outros ignoraram parte delas. Alguns fecharam fronteiras cedo. Outros demoraram mais tempo. Houve governos que impuseram máscaras obrigatórias e outros que recusaram fazê-lo.
Então para que servem as recomendações?
Mesmo sem poder direto, as decisões da OMS têm muito peso.
Quando a organização declara uma emergência internacional, por exemplo, os governos prestam atenção. Hospitais, cientistas, aeroportos e autoridades de saúde começam a preparar-se.
A influência da OMS vem sobretudo da ciência, da coordenação internacional e da confiança que muitos países depositam nos seus especialistas.
A OMS pode impor vacinas?
A OMS não pode obrigar ninguém a ser vacinado nem impor leis a um país.
O que pode fazer é recomendar vacinas, avaliar estudos científicos e dizer quais considera seguras e eficazes. Depois disso, cada governo decide o que fazer.

