Para medir bem os movimentos da Terra, as estações sísmicas usam mais do que um aparelho.
Há um sismógrafo que mede as vibrações para cima e para baixo (movimento vertical) e dois sismógrafos que medem o movimento para os lados (movimento horizontal). Um está alinhado na direção norte-sul e o outro na direção este-oeste.
Assim, os cientistas conseguem ter uma visão completa de como o solo tremeu.
Cada sismógrafo tem uma base que está fixa ao chão e um cilindro coberto por papel ou por uma película onde é feito o registo. Tem também um pêndulo com um pequeno estilete (uma ponta fina, como a de uma caneta) que fica suspenso.
Quando acontece um sismo, o chão e a base do sismógrafo começam a tremer, mas o pêndulo move-se de forma diferente por causa do seu peso. Essa diferença de movimento permite ao estilete desenhar no papel.

Quando o solo está calmo, sem vibrações, o desenho no papel fica quase uma linha direita. Mas quando acontece um sismo, as ondas sísmicas fazem o solo vibrar e o estilete desenha linhas onduladas e irregulares.
Essas linhas representam a força e o tipo das vibrações durante o tremor de terra.
Ao analisar os sismogramas, os cientistas conseguem compreender melhor o sismo. Podem saber quanto tempo durou, onde aconteceu o epicentro e quanta energia foi libertada.

