A nova espécie recebeu o nome de “Heru Gavialis cairensis” e foi identificada através de fósseis encontrados numa formação rochosa chamada Mokattam.
A mesma pedra calcária desta região foi utilizada para construir a Grande Esfinge, um dos monumentos mais conhecidos do Egito.
Os fósseis tinham sido descobertos há quase 100 anos e os cientistas decidiram voltar a estudá-los com tecnologias modernas, como a tomografia computorizada (uma espécie de raio-X muito detalhado). Foi assim que perceberam que os restos pertenciam a uma espécie desconhecida até agora.
O fóssil mais importante é um crânio quase completo. Apesar de estar bem conservado, falta-lhe a ponta do focinho.
Os cientistas explicam que este crocodilo fazia parte do grupo dos gaviais, animais com focinhos longos e estreitos.
Atualmente, os gaviais vivem apenas em algumas zonas da Ásia, mas, há milhões de anos, existiam espécies semelhantes na região do Mediterrâneo.
Segundo os investigadores, o Mediterrâneo teve uma grande diversidade de crocodilos durante milhões de anos. No entanto, as alterações do clima e do nível do mar mudaram os seus habitats.
Mais tarde, quando o Mediterrâneo passou por um período de grande seca, há cerca de seis milhões de anos, todos os crocodilos desapareceram da região.
Sabias que...?
🐊 O crocodilo descoberto viveu há cerca de 45 milhões de anos.
🏛️ Os fósseis foram encontrados em rochas da mesma região de onde veio a pedra usada para construir a Grande Esfinge.
🔬 A espécie só foi identificada graças a tecnologias modernas que permitiram observar o interior do crânio sem o danificar.
📏 Os gaviais têm focinhos muito compridos e finos, ideais para apanhar peixes.

