Os cientistas retiram algumas células estaminais de um animal, como de uma vaca ou de um frango. Estas são células especiais, porque são capazes de se multiplicar e de dar origem a novas células musculares.
Depois, colocam-nas dentro de um recipiente chamado biorreator, onde recebem tudo o que precisam para crescer: aminoácidos, açúcares e vitaminas, dissolvidos num líquido nutritivo.
É como dar aos músculos exatamente aquilo de que eles precisam para se desenvolverem, mas fora do corpo do animal.
Mas, para que serve se temos as quintas?
Há três razões principais:
- criar animais em grande escala exige muita água, muito espaço e liberta gases que contribuem para o aquecimento do planeta. A carne cultivada pode usar muito menos recursos.
- este processo reduz a necessidade de criar e abater tantos animais.
- ao ser produzida num ambiente limpo e controlado, é mais fácil evitar contaminações.
É igual à carne que já conhecemos?
Ainda não é exatamente igual. Os cientistas já conseguem imitar bem produtos como carne picada ou nuggets, mas reproduzir a textura de um bife inteiro, com as suas fibras e veios de gordura, continua a ser um desafio.
A ciência continua a avançar, e quem sabe se, daqui a uns anos, não vais encontrar carne cultivada na prateleira do teu supermercado?

