As terras raras são um conjunto de 17 metais que existem no subsolo, isto é, debaixo da terra. Pertencem à mesma família química e incluem elementos com nomes pouco conhecidos, como neodímio, cério, lantânio, európio ou disprósio.
Apesar do nome, não são assim tão raras no planeta.
O que é difícil é encontrá-las concentradas em grandes quantidades no mesmo local. Além disso, a sua extração é complexa, cara e pode causar impactos ambientais se não for feita com cuidado.
Para que servem?
As terras raras são muito importantes para fabricar tecnologia moderna. Estão presentes:
nos ecrãs de telemóveis, tablets e televisões;
em auscultadores e colunas de som (graças a ímanes muito fortes feitos com neodímio);
nas turbinas que produzem energia eólica;
nas baterias e motores de carros elétricos;
em equipamentos militares, como sistemas de navegação e visão noturna.
Sem estes metais, grande parte da tecnologia que usamos todos os dias não existiria como a conhecemos.
Quem são os maiores produtores?
A Ucrânia possui no seu território depósitos de minerais considerados estratégicos, incluindo elementos associados às terras raras. Esses recursos são vistos como importantes para o futuro da tecnologia e da energia.
No entanto, os maiores produtores mundiais de terras raras continuam a ser países como a China, os Estados Unidos da América e a Austrália.
Atualmente, a China é o principal produtor mundial, o que lhe dá uma posição de grande influência no comércio internacional.
Vários países da Europa, da América e da Ásia procuram diversificar as suas fontes destes metais para não dependerem apenas de um fornecedor.
Num mundo cada vez mais dependente de tecnologia, garantir acesso às matérias-primas necessárias tornou-se uma questão económica, energética e também estratégica.
Outros metais importantes
Nas mesmas notícias, fala-se muitas vezes de outros minerais importantes para a tecnologia moderna, como o lítio (usado em baterias), o cobalto, o níquel, o tântalo ou o gálio.
Nem todos são terras raras, mas são considerados minerais estratégicos porque ajudam a fabricar equipamentos eletrónicos, baterias e energias renováveis.
Assim, quando ouvimos falar de terras raras, não estamos apenas a falar de ciência. Estamos também a falar de economia, ambiente e do equilíbrio entre países num mundo cada vez mais tecnológico.

