Como funciona este relógio?
Os investigadores analisaram gravações de quase 3000 pessoas de cinco países da América Latina. Com a ajuda de inteligência artificial, estudaram mais de 700 características da fala, como a velocidade a que falamos, o tom de voz e a variedade de palavras que utilizamos.
A partir destes dados, o sistema calcula uma espécie de idade da fala, que pode ser comparada com a idade real da pessoa.
E o que descobriram os cientistas?
Os resultados mostraram que as pessoas com alterações cognitivas, ou seja, dificuldades em capacidades como a memória e o raciocínio, tendiam a apresentar uma idade da fala superior à sua idade real.
Estas diferenças também estavam relacionadas com doenças como a doença de Alzheimer, que afeta o cérebro e pode provocar problemas de memória e de pensamento.
Então, a nossa voz já consegue prever doenças?
Ainda não. Os cientistas descobriram uma relação entre determinadas características da fala e alguns sinais de envelhecimento cerebral, mas são necessários mais estudos para perceber como esta ferramenta poderá ser utilizada.
No futuro, este sistema poderá ajudar os investigadores a estudar melhor o envelhecimento do cérebro através de um método simples e não invasivo, que não exige análises ao sangue nem exames ao cérebro. Além disso, pode ser feito à distância.

