A campanha do Banco Alimentar Contra a Fome recolheu durante o fim de semana 2.150 toneladas de alimentos, menos 2,8% do que no ano passado.
Em 2024, na mesma altura, foram recolhidas 2.213 toneladas. Mesmo assim, a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome, Isabel Jonet, elogia a "natureza solidária dos portugueses".
Na campanha participaram cerca de 42 mil voluntários em mais de dois mil supermercados de 21 regiões do país.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, participou com jovens voluntários na recolha de donativos no Banco Alimentar.
Dois milhões de portugueses em risco de pobreza
O Banco Alimentar lembra que, "no dia-a-dia, ainda há pessoas que precisam de ajuda para comer, principalmente numa altura como o Natal".
Mais de 2,1 milhões de pessoas estão em risco de pobreza em Portugal ou exclusão social, o que corresponde a 19,7% da população.
O que vai acontecer aos alimentos?
Os alimentos vão ser distribuídos a partir da próxima semana por 2.500 Instituições de Solidariedade Social.
Depois são entregues "a cerca de 380 mil pessoas com carências alimentares comprovadas, sob a forma de cabazes ou de refeições servidas em lares, apoio ao domicilio, creches, refeições a pessoas sem abrigo, entre outras".
É ainda possível contribuir, até 7 de dezembro, através de vales disponíveis nos supermercados ou na plataforma eletrónica disponível em www.alimentestaideia.pt.
A missão do Banco Alimentar
O Banco Alimentar Contra a Fome foi criado em Portugal em 1991 para lutar contra o desperdício e distribuir apoio alimentar a quem mais precisa, em parceria com instituições de solidariedade e com base no trabalho voluntário.
Existem atualmente 21 Bancos Alimentares (nas zonas de Abrantes, Algarve, Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Cova da Beira, Évora, Leiria-Fátima, Lisboa, Madeira, Zona Oeste, Portalegre, Porto, S. Miguel, Santarém, Setúbal, Terceira, Viana do Castelo, Viseu).
Na Europa existem 290 Bancos Alimentares em 24 países.


