Os bocejos são mesmo contagiosos?

SIC Explica-me

Os bocejos são mesmo contagiosos?

Já te aconteceu estar na sala de aula, ver um colega bocejar e, de repente, sentir vontade de fazer exatamente o mesmo? Ou estar a ler sobre bocejos e começar a bocejar sem perceber porquê? Não és o único. Os bocejos podem ser "contagiosos", mas o cérebro ainda guarda alguns segredos sobre a forma como esse contágio acontece.

Durante muito tempo, acreditou-se que bocejar servia apenas para mostrar cansaço ou sono. Mas hoje sabe-se que não é só isso. Também bocejamos quando estamos bem acordados, concentrados, nervosos ou até entusiasmados.

Uma das hipóteses estudadas é que o bocejo pode ajudar o cérebro a funcionar melhor.

Alguns investigadores acreditam que, quando abrimos muito a boca e inspiramos profundamente, pode haver um ligeiro efeito de arrefecimento do cérebro, ajudando-o a manter-se alerta e atento. Ainda assim, esta explicação não é consensual e os cientistas continuam a debatê-la.

Mas então e o “contágio”?

Os investigadores pensam que isso pode estar relacionado com a empatia e com a forma como os seres humanos vivem em grupo. O nosso cérebro presta muita atenção ao que as outras pessoas fazem.

Quando vemos alguém bocejar, algumas áreas do cérebro podem ser ativadas como se estivéssemos a imitar esse comportamento, mesmo sem querer.

É por isso que o simples facto de ver alguém bocejar, ouvir falar de bocejos ou até olhar para uma fotografia de uma pessoa a bocejar pode despertar em nós a vontade de fazer o mesmo.

Não acontece apenas com os humanos

Alguns estudos mostram que certos animais, como os cães e os chimpanzés, também podem "apanhar" bocejos dos seus companheiros.

Por isso, da próxima vez que bocejares, não assumas logo que estás cheio de sono. O teu cérebro pode estar apenas a reagir ao que viu à sua volta.