Estas pessoas juntam-se a cerca de 117 milhões que já vivem deslocadas em todo o mundo, segundo um relatório divulgado pelo Conselho Dinamarquês para os Refugiados (CDR).
Segundo o relatório, estes números baseiam-se em dados recolhidos até ao final de 2025, por isso não têm totalmente em conta os conflitos mais recentes, que continuam a piorar a situação humanitária em várias regiões do mundo.
A secretária‑geral do CDR, Charlotte Slente, disse que é essencial transformar os cessar‑fogo em paz duradoura, para que as famílias possam regressar a casa e reconstruir as suas vidas em segurança.
O que é um cessar-fogo?
O documento destaca ainda que, ao contrário do que acontecia no passado, as novas deslocações estão espalhadas por muitos países, e não concentradas apenas em algumas grandes guerras. Países como Ucrânia, Myanmar, Sudão do Sul, Nigéria e Mali continuam entre os mais afetados.
Outro fator preocupante é a redução da ajuda internacional. Em vários destes países, o apoio financeiro para iniciativas de paz e ajuda humanitária diminuiu nos últimos anos, o que deixa milhões de pessoas sem proteção suficiente.
Em 2025, a violência contra civis aumentou cerca de 14%.
As organizações humanitárias alertam que muitas famílias fogem apenas com a roupa que trazem no corpo e encontram cada vez menos apoio.
Para o Conselho Dinamarquês para os Refugiados, a comunidade internacional está a falhar na proteção das pessoas mais vulneráveis do mundo.

