Tal como uma esponja absorve água, estas cidades são pensadas e construídas para captar, guardar e aproveitar a água da chuva em vez de a deixar correr pelas ruas.
O nome cidades-esponja surgiu na China, onde engenheiros e cientistas procuravam uma forma de reduzir as cheias e, ao mesmo tempo, guardar água para os períodos de seca.
A solução passou por dar mais espaço à natureza, com árvores, jardins, lagos e pavimentos que deixam a água infiltrar-se no solo.
Numa cidade esponja, há mais árvores, jardins, zonas verdes e até telhados cobertos por plantas.
Também podem existir pavimentos especiais que parecem normais, mas que deixam a água infiltrar-se no solo. Assim, em vez de formar poças ou inundações, a água é absorvida pela terra.
As árvores desempenham um papel muito importante neste sistema. As raízes ajudam a criar espaços no solo por onde a água consegue passar. Além disso, as árvores dão sombra e ajudam a refrescar as ruas nos dias mais quentes.
Esta é uma das formas de enfrentar os desafios das alterações climáticas. Em muitas regiões do mundo, as chuvas estão a tornar-se mais intensas e, ao mesmo tempo, os períodos de seca podem durar mais tempo.
As cidades-esponja ajudam a lidar com estes dois problemas: reduzem o risco de cheias e permitem guardar água para quando ela faz falta.

