O projeto chama-se WHALE-TWIN e recebeu um apoio especial da União Europeia para estudar e proteger este património único. Os investigadores vão criar uma réplica digital em 3D do osso, permitindo observá-lo ao detalhe através da internet.
O osso está em Atouguia da Baleia, uma vila onde, há muitos séculos, as baleias tinham grande importância para a população local. Alguns destes ossos podem até ser da Idade Média, o que os torna muito valiosos para conhecer a história da região.
Mas o projeto não se limita a copiar o osso. Os cientistas vão reunir informações sobre a sua história, a espécie de baleia a que pertenceu e a relação das pessoas da região com o mar. Tudo isso ficará disponível num atlas digital dedicado aos oceanos.
A investigação é liderada por Cristina Brito, da Universidade NOVA de Lisboa. A equipa acredita que esta tecnologia poderá ser usada no futuro para preservar muitos outros objetos e locais históricos ligados ao mar.
O projeto vai decorrer entre 2027 e 2028 e conta com a colaboração de várias instituições portuguesas e estrangeiras.

