Lançado em 2021, o James Webb está muito longe da Terra, a cerca de 1,5 milhões de quilómetros de distância.
Os nossos olhos só conseguem ver um tipo de luz: a luz visível. Mas o espaço está cheio de nuvens de poeira que escondem muitos dos seus segredos.
O James Webb usa uma espécie de “visão especial”, chamada luz infravermelha.
Esta luz é invisível para nós, mas permite-lhe espreitar através da poeira cósmica e observar locais onde estão a nascer novas estrelas e planetas.
Olhar para longe é olhar para trás no tempo
O James Webb não viaja no tempo. Mas consegue observar objetos tão distantes que a luz que chega até ele partiu há milhares de milhões de anos. Por isso, quando os cientistas estudam essas imagens, conseguem perceber como era o Universo no passado.
Isto acontece porque a luz demora tempo a viajar. A luz do sol, por exemplo, demora cerca de oito minutos a chegar à Terra. Já a luz das galáxias mais distantes pode demorar milhares de milhões de anos.
Quanto mais longe está um objeto, mais antiga é a luz que recebemos dele. É como abrir uma carta que foi enviada há muito tempo: só a recebemos quando finalmente chega ao destino.
Um espelho gigante… coberto de ouro!
O "coração" do telescópio é um enorme espelho com 6,5 metros de diâmetro, formado por 18 peças hexagonais.
Essas peças têm uma fina camada de ouro, que ajuda a refletir muito bem a luz infravermelha, tornando as observações mais precisas.
O que é que o James Webb já descobriu?
Graças a este telescópio, os cientistas já conseguiram observar algumas das galáxias mais antigas conhecidas, estudar regiões onde estão a nascer estrelas e analisar a atmosfera de planetas que orbitam outras estrelas, à procura de pistas sobre como são esses mundos distantes.
Cada nova imagem enviada pelo James Webb ajuda-nos a compreender melhor o universo e pode responder a perguntas que os seres humanos fazem há séculos.

