Em 1891, instalou a primeira fábrica na cidade de Muscatine, no estado do Iowa. Os botões feitos de madrepérola, um material brilhante encontrado no interior das conchas, tornaram-se muito populares.
O negócio cresceu rapidamente. Em poucos anos, Muscatine ficou conhecida como a capital dos botões de madrepérola dos Estados Unidos. As fábricas produziam cerca de 1,5 mil milhões de botões por ano e davam trabalho a milhares de pessoas. A cidade tornou-se mais rica e desenvolvida.
O problema começou nos rios
Para fabricar tantos botões, era necessário recolher cada vez mais mexilhões dos rios. Com o passar do tempo, as populações destes animais começaram a diminuir.
Os trabalhadores tiveram de procurar conchas em locais cada vez mais distantes, porque os mexilhões estavam a desaparecer. Como crescem lentamente e dependem dos peixes para completar o seu ciclo de vida, era difícil recuperar as populações perdidas.
O fim de uma grande indústria
Anos mais tarde, a indústria dos botões começou a perder força. Primeiro, porque já havia menos conchas disponíveis. Depois, porque surgiram os botões de plástico, que eram mais baratos e fáceis de fabricar.
Além disso, a construção de barragens e o aumento da poluição dos rios tornaram a situação ainda mais difícil para os mexilhões de água doce, muitos dos quais continuam ameaçados atualmente.
Uma lição importante
A história de John Boepple é hoje apresentada numa exposição do Museu Nacional de História Natural Smithsonian, em Washington.
Os especialistas dizem que este caso mostra uma lição importante: uma invenção pode trazer riqueza e criar empregos, mas também pode causar problemas ao ambiente se os recursos naturais não forem usados de forma responsável.

